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  • Postado por editora em Entrevistas em 18/09/2012 - 19:32
    Índio Bororo/Hercules Florence

    Índio Bororo/Hercules Florence

    Com a obrigatoriedade do estudo de história e cultura afrobrasileira e indígena na rede de ensino fundamental e médio, os temas tornam-se especialmente atuais e pertinentes. Fizemos três perguntas acerca da importância de construir uma nova visão sobre esses povos para Maria Regina Celestino de Almeida, autora de Os índios na História do Brasil:

    1. Qual a importância da adoção da temática “História e cultura afrobrasileira e indígena” pelas escolas brasileiras? 

    O tema sempre esteve muito fora da nossa historiografia. Os índios e os africanos entram nos livros didáticos como algo à parte: antes da chamada História do Brasil, como povos primitivos; depois, aparecem em condição submissa, de explorados. Eles não são vistos como sujeitos históricos, mas sempre em função dos portugueses. A lei de 2008 pode ser um caminho para corrigirmos essa distorção.

    2. De que forma a lei deve ser colocada em prática?

    Existe o risco de se continuar pensando negros e indígenas sob o ponto de vista exótico. Eles sempre foram, na verdade, objeto de interesse de folcloristas e antropólogos – mas como culturas primitivas, e não como sujeitos históricos. O que é preciso é pensá-los como agentes construtores da nossa sociedade, grupos que tiveram ativa participação econômica e também política na formação do país, com reivindicações próprias, negociando com os poderes instituídos. Acho que esta deve ser a proposta: incluir de fato esses povos na história.

    Escravos/Rugendas

    Escravos/Rugendas

    Os índios e os africanos entram nos livros didáticos sempre como algo à parte: antes da chamada História do Brasil, como povos primitivos; depois, aparecem em condição submissa, de explorados"

    3. A nova medida ajuda a derrubar preconceitos?

    A lei pode ajudar a desconstruir uma série de estereótipos que ainda existem. Quando morei em Manaus, em 1976, por exemplo, fiquei impressionada com o preconceito que existia contra os índios. Quando uma pessoa queria xingar a outra, chamava-a de “índio”. Havia índios destribalizados, que tinham vergonha de se assumir, e se diziam peruanos ou bolivianos. Ainda é muito comum a ideia de que o índio tem que estar isolado, congelado em uma cultura primitiva, sem participar da sociedade. Mas não é assim: eles podem estar no Congresso, com celular e internet, sem perder os vínculos com sua comunidade. A identidade indígena não é, necessariamente, estar de arco e flecha.

    Confira  Os índios na História do Brasil e Geopolítica da África, livros da Coleção de Bolso da Editora FGV.

     

  • Postado por editora em Eventos em 17/09/2012 - 15:56

    Ricardo de Oliveira lança, hoje, Gestão pública: democracia e eficiência. Uma visão prática e política. O livro apresenta, problematiza e propõe soluções para uma série de questões relacionadas à gestão pública, discorrendo sobre o Estado e suas reformas, políticas públicas, gestão para resultados, profissionalização, parcerias, qualidade do gasto e outros temas.

    O autor foi secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos do Espírito Santo (2005-2010); diretor de Planejamento do Inmetro (1994-2005); e, hoje, preside a Empresa de Tecnologia da Prefeitura do Rio de Janeiro (IPLANRIO).

    O lançamento é às 19h, na Livraria da Travessa de Ipanema.Todos convidados!

     

  • Postado por editora em Atualidades em 13/09/2012 - 13:48

    Quando a editora criou o Movimento do Bem, em março de 2011, a ideia era colaborar com ONGs por meio da doação de livros. Divulgamos a proposta para nosso mailing e nas redes sociais, mas ainda não tínhamos certeza se as pessoas se interessariam logo de início. Afinal, quando pensamos em doação de livros, logo vêm à cabeça títulos infantis, educativos ou literários; e os que temos para doar são mais ligados a administração – de organizações, tempo, pessoas, dinheiro, comunicação.

    Surpresos, em pouco tempo recebemos dezenas de sugestões por e-mail, twitter e Facebook. A primeira etapa do nosso projeto – identificação de possíveis beneficiados – já estava acontecendo. A segunda era entrar em contato com cada uma das instituições sugeridas e ver se e como podíamos realmente ajudar. “Talvez nossos livros possam ser úteis a projetos que apoiem jovens empreendedores de comunidades carentes”, pensamos.

    Voluntários organizam biblioteca da ONG Guri na Roça

    Logo percebemos que o interesse é muito mais amplo do que imaginávamos. Os livros não são instrumentos valiosos apenas para os jovens atendidos pelas ONGS e empresas, mas também para as equipes que levam adiante os projetos sociais. Felizes, constatamos: as pessoas querem se capacitar para fazer melhor o bem. Gente que estudou muito, gente que não teve tanta oportunidade assim, de metrópoles ou de cidades pequenas: a energia para ajudar o outro está em toda parte.

    Nós nos sentimos felizes por já ter ajudado, à nossa maneira. Principalmente, ficamos animados: queremos colaborar mais. Conhecer outras iniciativas bacanas, pessoas que querem crescer e fazer outras crescerem. Se você conhece alguma ONG que possa se beneficiar com doação de livros da Editora FGV, indique nos comentários.

    Os livros de gestão de ONGs circulam de mão em mão entre os integrantes da nossa equipe. Como não temos muitos recursos para a capacitação dos profissionais, as doações foram muito valiosas" (Luciana Ferreira, coordenadora da ONG Guri na Roça)

    Algumas das ações já contempladas pelo Movimento do Bem:  Programa Shell IniciativaJOVEM, Green Project Awards, Fundação Abrinq, Projeto Qualificar (Rocinha), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré, Educap (Complexo do Alemão), Projeto João de Barro (Santa Cruz da Palmeira, SP), Guri na Roça (Jacareí, SP), Grupo de Ação pelo Desenvolvimento e No olhar (ambos no Pará).

  • Postado por editora em Atualidades, Entrevistas em 11/09/2012 - 21:07

    A coluna de hoje do Pedro Doria, do O Globo, sintetiza as principais novidades esperadas para o mercado de livros digitais no Brasil: a chegada da Amazon e outras lojas de eBooks (a da Google e a Apple são outros exemplos) e o lançamento de novos tablets. Não é de hoje que o assunto deixa as editoras em polvorosa. Por aqui, planejamentos, troca de impressões, ideias e opiniões contagiam toda a equipe e tomam conta das conversas – em reuniões, nos e-mails, no cafezinho.

    Desde 2008 temos a nossa Coleção Digital – livros disponibilizados na íntegra em PDF. O tempo passou, a coleção aumentou e os formatos se diversificaram, com a progressiva conversão dos títulos em ePubs e PDFs mais interativos. Caminho longo, e que está só começando. Fizemos 3 perguntas para Marcelo Rocha Pontes, gerente de vendas da editora e uma das pessoas mais envolvidas nesse processo. Confira:

    1. Por enquanto, tablets e livros digitais são uma realidade para poucos. Apesar disso, já é possível ter retorno de investimento e lucro efetivo com a venda de eBooks?

    O interesse das pessoas por eBooks já aumenta em ritmo muito acelerado. Sentimos isso ao fechar as contas, todo mês. É muito animador imaginar que as oportunidades darão um salto entre este segundo semestre de 2012 e o início de 2013. Teremos um divisor de águas, com a oferta de tablets a preços muito mais baixos. E isso é animador para nós, editores (a meta é que, em dois anos, a venda dos digitais represente 40% do nosso faturamento) e também para o consumidor, que encontrará preços cada vez mais atraentes.

    2. Existe uma saída para editoras menores, que não têm estrutura administrativa ou verba para investir em conversão e venda de eBooks?

    Normalmente, a conversão de livros impressos em digitais já é terceirizada. Os custos para um título de 300 páginas costumam variar entre R$ 250 e R$ 1.500, dependendo do fornecedor e da qualidade da transformação feita. Mas o mais complexo é a proteção dos arquivos digitais e sua distribuição. Muitas editoras acadêmicas, por exemplo, não têm sequer e-commerce. A alternativa, então, é fazer parcerias com distribuidores de livros digitais. A mecânica é parecida com a da cadeia de impressos: a editora disponibiliza seus arquivos digitais para uma outra empresa comercializar. É o que faz, por exemplo, a Gato Sabido, loja virtual do mesmo grupo da Xeriph (que, por sua vez, é uma empresa que converte impressos em eBooks). É o que pretendemos fazer por aqui, também: oferecer às editoras com dificuldades em ingressar no mercado digital o serviço de proteção e distribuição de eBooks.

    O que todos querem é: oferecer condições de compra com as quais o consumidor concorde e, ao mesmo tempo, continuar capazes de entregar o produto"

    3. Qual é a maior dificuldade enfrentada por uma editora que ingressa no mercado digital?

    Equalizar os anseios do consumidor e os custos do livro. O que todos querem é: oferecer condições de compra com as quais o consumidor concorde (preço que ele esteja disposto a pagar; produto atraente; etc); e, ao mesmo tempo, continuar capazes de entregar o produto. Afinal, o livro, seja ele digital ou impresso, tem custo de produção (que ainda é bastante alto, diga-se). É preciso fechar as contas da maneira mais justa possível para todos os envolvidos.

    Não podemos pensar com a mesma cabeça dos livros impressos. Ebooks são um produto diferente, e o que antes era visto como “limitações” desse formato pode ser, na verdade, oportunidades. O fato de uma página com muita informação, textos, figuras etc não ficar visualmente interessante na tela de um iPad deve ser um estímulo para buscarmos outras formas de apresentação, mais atraentes, interativas.

    O mercado aos poucos toma consciência disso. Ao mesmo tempo, porém, ainda existe uma cadeia de produção que, para funcionar, precisa ser suprida. Há contas a pagar, há autores que não estão dispostos a abrir mão de seus direitos. Então, o que se busca é um novo formato para equilibrar as variáveis. Aqui na editora, por exemplo, nós procuramos praticar um preço para os eBooks bem abaixo dos impressos – a redução chega a 30%. E estamos trabalhando para que fiquem ainda mais baratos.

     

     

    Arquivos:
  • Postado por editora em Atualidades, Opinião em 11/09/2012 - 17:30

    Luiz Fernando da Silva Pinto, vencedor de 2 prêmios Jabuti e autor do livro O trigo, a água e o sangue, lista algumas definições de estratégia acumuladas ao longo de décadas em sala de aula e no mercado empreendedor.

    Estratégia é...

    ? errar pouco (aluna de MBA em Belém). 

    ? capturar oportunidades, afastar ameaças, sustentar posições conquistadas e neutralizar crises (anônimo americano no pós-guerra).

    ? ver passado, presente e futuro como um só tempo (Peter Drucker).

    ? ter a capacidade de enxergar o futuro (Bill Gates).

    ? não marcar bobeira (malandro carioca).

    ? a arte de conviver com o pior e o melhor cenários (Mario Hernique Simonsen).

    ? agregar valor (Steve Jobs).

    ? a conspiração para o sucesso (Luiz Fernando).

    E para você? O que é estratégia?

  • Postado por editora em Eventos em 03/09/2012 - 19:02

    Boa dica para correr atrás daquela oportunidade dos seus sonhos: começa hoje a FGV Talentos, primeira feira de estágio e trainee da fundação. Empresas como Oi, IBM, Infoglobo, EBX, Itaú, Shell e L'Oréal  participarão com estandes e palestras na nossa sede: Praia de Botafogo, 190.

    Confira a programação e venha nos visitar!

  • Postado por editora em Atualidades em 30/08/2012 - 18:05

    Quais são os estagiários mais bem remunerados do Brasil? Pesquisa Nacional de Bolsa-Auxílio 2012, realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios, revela a média paga aos estagiários por empresas de pequeno, médio e grande porte. Confira:

    Superior: Média Brasil: R$ 879,14

    1 Economia R$ 1.220,74
    2 Engenharia (todos) R$ 1.127,61
    3 Estatística R$ 1.112,75
    4 Comércio Exterior R$ 1.070,83
    5 Ciências Atuariais R$ 1.065,25
    6 Marketing R$ 1.016,23
    7 Matemática R$ 1.014,50
    8 Química R$ 995,52
    9 Relações Internacionais R$ 991,86
    10 Arquitetura R$ 990,78

     

    Fonte:www.nube.com.br

  • Postado por editora em Atualidades em 28/08/2012 - 18:08

    Sabe aquela sua ideia brilhante que nunca saiu do papel? O Google quer dar uma chance para ela. Inscreva-se em concurso e concorra a R$ 35 mil para investir no seu sonho.

    Até o dia 14 de setembro, uma urna high tech vai circular pelas principais agências de publicidade do Brasil. Em se tratando de Google, é claro que a tal “Google Box” não poderia ser uma caixa qualquer: ela fala.

    Se você não está perto de nenhuma das agências, sem problemas: pode inscrever seu projeto pelo site http://goo.gl/QG60q.

    Três regrinhas básicas:

    1. Sua ideia precisa usar pelo menos um produto Google;

    2. Ela tem que ser inovadora e melhorar a vida das pessoas (deixando-a mais fácil, sustentável ou divertida);

    3. E ser inédita.

     

     

     

     

    Boa sorte!

  • Postado por editora em Atualidades, Eventos em 14/08/2012 - 15:05

    Qual é a relação entre testemunho, realidade e ficção em obras cinematográficas? Em documentários, é mesmo tudo verdade? Eduardo Morettin bate um papo sobre o papel do cinema na história durante o Café Intercom, que acontece dia 27 na Rua Joaquim Antunes, 711, Pinheiros (SP).

    O professor da USP é o organizador, com Mônica Almeida Kornis e Marcos Napolitano, do recém-lançado História e documentário. O livro reúne análises que começam nas primeiras décadas do século XX (quando a produção cinematográfica brasileira concentrava-se nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro); passam por cinejornais e documentários realizados entre a ditadura do Estado Novo e a militar, com filmes de propaganda do regime e filmes anticomunistas; pensam a maneira como o índio brasileiro foi representado pelo cinema ao longo do tempo; e estendem-se à produção uruguaia e à espanhola, refletindo sobre a relação entre cinema e política em tempos cinzentos.

    Por falar nisso, a partir do dia 28 é a vez de Belo Horizonte receber o É Tudo Verdade, festival internacional de documentários. Até 2 de setembro, serão exibidos alguns dos principais filmes da 17ª edição do festival, que já passou pelo Rio, SP e Brasília. Vale a visita!

  • Postado por editora em Entrevistas em 26/06/2012 - 19:20

    "Bora fazer o perfil no @skoobnews, a maior comunidade de leitores do Brasil!!" Convocações como esta e elogios rasgados são frequentes no twitter. Com mais de 30 mil seguidores em seu perfil, o Skoob, a maior rede social de leitores do país, contabiliza 25 milhões de visualizações de página por mês e 675 mil usuários ativos. Gente interessada em compartilhar uma paixão comum: a leitura.

    Fizemos 3 perguntas para Lindenberg Moreira, fundador da comunidade:

     1. Qual é a fórmula para o sucesso de uma rede social?

    Não acreditamos que exista uma fórmula sistemática para o sucesso de uma rede social. Principalmente se for uma rede social com um tema específico, como é o caso do Skoob, totalmente dedicado a livros e leitores. A única certeza que temos é que o mais importante é fazer com que os usuários se sintam bem, sintam que realmente fazem parte de uma rede e que sua participação é desejada e importante para todos ali.

     2. Como assimilar o conceito de plataforma colaborativa em diferentes modelos de negócio?

    É possível aplicar o conceito colaborativo em praticamente quase todo tipo de negócio. Quando os usuários gostam do seu produto, eles querem ajudar de alguma forma, só precisam ter as ferramentas certas para que possam colaborar. Cada tipo de negócio vai exigir uma ou várias ferramentas diferentes para que haja uma colaboração satisfatória. Por exemplo: uma loja de eletrodomésticos pode ter um fórum onde seus clientes troquem pequenas informações sobre montagem e configuração de aparelhos. Certamente as dúvidas mais simples serão respondidas rapidamente pelos usuários mais experientes, e isso já iria diminuir bastante o número de ligações que a empresa recebe com dúvidas.

    Precisamos entender que o livro não é forma, é conteúdo, e que agora precisa se tornar experiência"

    3. Como você vê o futuro do mercado editorial, considerando desafios impostos pela internet . como programas que permitem a publicação de livros de forma independente, a pirataria digital e o relacionamento com o leitor através das redes sociais?

    Os desafios que o mercado editorial está enfrentando agora são quase os mesmos que as gravadoras enfrentaram poucos anos atrás. A diferença é que hoje temos muito mais conectividade e mobilidade, o número de pessoas com banda larga e de locais onde a internet está disponível gratuitamente estão crescendo bastante. Além disso, temos celulares muito poderosos, que rodam quase todo tipo de aplicação que usaríamos em um computador comum. E este é o ambiente perfeito para o compartilhamento fácil e rápido de arquivos, principalmente músicas, filmes e os livros.

    O mercado editorial precisa encarar o fato de que a pirataria existe e sempre irá existir. A única forma de diminuir o seu efeito é oferecer preços competitivos e gerar mais atrativos para os produtos. Precisamos entender que o livro não é forma, é conteúdo, e que agora precisa se tornar experiência. Autores, editoras e livrarias terão que resolver rapidamente as suas diferenças e se unir para criar espaços onde seus leitores tenham opções que vão além da história do livro. Debates, entrevistas com autores, curiosidades, opiniões de outros leitores e participação em eventos especiais são algumas das inúmeras possibilidades para gerar uma experiência que ultrapasse o conteúdo do livro, mostrando que o leitor está pagando para ter algo a mais.

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