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  • Postado por editora em Entrevistas em 26/06/2012 - 19:13

    A área de Relações Internacionais está em franco crescimento no Brasil. Cursos se multiplicam; vagas de emprego, idem. Para atender à demanda de estudantes e profissionais por livros atuais e de qualidade, que reflitam sobre o papel do Brasil também através de uma perspectiva interna, a Editora FGV investe em publicações na área.

    Fizemos 3 perguntas a Matias Spektor, doutor pela Universidade de Oxford, coordenador do Centro de Relações Internacionais da FGV e professor e pesquisador do CPDOC. Confira:

    1. O que são Relações Internacionais?

    Relações Internacionais é a disciplina que estuda as principais dinâmicas que dão forma ao sistema internacional. Busca entender a lógica da competição entre as visões de ordem global que circulam pelo mundo e que estão permanentemente em choque. E o estudo da política internacional sempre traz embutido uma preocupação ética: como se faz para criar um mundo que seja minimamente estável, justo e afluente?

    2. Por que a área é cada vez mais valorizada no Brasil?

    Por um lado, o país tornou-se mais relevante para o mundo e é um ator sem o qual não se pode fechar qualquer negociação global nas áreas de economia e finanças, energia, comércio e meio ambiente. Estamos mais ativos em questões de segurança, ajuda internacional para o desenvolvimento, operações de paz e somos o principal motor da integração regional na América do Sul. Por outro lado, o mundo ficou mais importante para o Brasil: o que acontece aqui depende diretamente de eventos internacionais que nós, brasileiros, não podemos controlar, mas podemos e devemos entender.

    3. Quais os desafios do mercado editorial em RI?

    Precisamos traduzir para o português a riquíssima produção internacional. E também precisamos publicar o trabalho de grandes talentos brasileiros que trabalham na área.

    Confira os títulos da Editora FGV em Relações Internacionais!

  • Postado por editora em Eventos em 26/06/2012 - 18:02

    A Editora FGV lança às 19h desta quinta-feira, na Blooks, Linguagens e fronteiras do poder. O livro é organizado pelo integrante da Academia Brasileira de Letras José Murilo de Carvalho e por Miriam Halpern Pereira, Gladys Sabina Ribeiro e Maria João Vaz.

    Reunindo artigos sobre as relações Brasil-Portugal no império e pós-império, a obra põe em questão conceitos históricos como liberdade, revolução e abolicionismo e oferece novas perspectivas de interpretação.

  • Postado por editora em Opinião em 11/03/2011 - 16:25

     Por Carlos Eduardo Rebello*

    "Em 2011, toda a obra de León Trotski caiu em domínio público. Isto porque, quando um autor completa sete décadas de morte, a partir do primeiro dia do ano seguinte seus livros passam a ter livre uso comercial. Trata-se de uma ótima oportunidade para facilitar o acesso dos leitores aos pensamentos deste que é o mais moderno dos clássicos marxistas.

    Alguém poderia perguntar: qual o sentido de ler ou escrever sobre um projeto político e social 'fracassado' e 'ineficiente'? A resposta é simples. O fracasso da experiência soviética não pode invalidar o socialismo. Do mesmo modo que os acidentes rodoviários não invalidam a indústria automobilística.

    Ora, nem Marx nem qualquer um dos seus seguidores jamais supôs que o objetivo do Socialismo fosse criar uma sociedade 'superior', e sim que o socialismo seria uma necessidade objetiva criada pela contradição básica do capitalismo: a criação de riquezas sociais (novas tecnologias, produtos e necessidades) para fins anti-sociais, porque privados.

    As conseqüências desta contradição . desemprego, destruição de recursos naturais etc . exigem ainda hoje o Socialismo. Não como um ideal, mas como necessidade concreta. Que o projeto bolchevique tenha fracassado apenas torna mais importante a busca pela sintonia fina entre o social e o político, e acredito que isso justifique o interesse por Trotski e os marxistas".

    Carlos Eduardo Rebello é economista, professor da Uerj e autor do livro Trotski diante do socialismo real: perspectivas para o século XXI, da Editora FGV.

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