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  • Postado por editora em em 15/05/2018 - 08:29

    A LER, Salão Carioca do Livro é o Festival do Leitor! Um encontro sobre livros e ideias diferentes: acolhedor, estimulante e, sobretudo, aberto.

    O festival reunirá autores (de todas as vozes), livrarias e editoras, e nós estaremos lá!

    Peças, exposições, tecnologia, música e livros, claro, fazem parte do Salão carioca do livro e todos estão convidados a passar (e festejar) toda a experiência da leitura, das oficinas de escrita às conversas com escritores. Tudo gratuito, aberto! 

    Um evento criado para elevar a paixão pela leitura em todas as idades e de todos os jeitos, 100% interativo, que reúne todos os agentes da cadeia do livro e da eonomia criativa e fortalece o livro e a leitura, trazendo e trocando conhecimentos, durante seus quatro dias de realização.

    A programação do evento pode ser acessada em www.lersalaocarioca.com.br

     

    Esta 2ª edição da LER será o evento de reabertura da Biblioteca Parque Estadual, na Avenida Presidente Vargas, 1261 - Centro, Rio, entre os dias 17 e 20 de maio.

     

    Aguardamos sua visita!

    #VemPraLer

     

     

     

  • Postado por editora em em 08/05/2018 - 15:57

    A área de gestão de pessoas tem sofrido impactos diretos das mudanças que ocorrem nas organizações e na busca de alternativas para sobreviver em cenários e mercados revoltos. A governança corporativa vem se adaptando à necessidade de fazer a leitura desses cenários e tornar a organização convergente em seu propósito, na formação e no preparo de seus colaboradores e na obtenção de resultados competitivos em um mercado de modelos diferenciados.
    A acelerada mudança tecnológica e a necessidade de acompanhar a sociedade e o mundo corporativo em suas demandas, e na forma como as pessoas são inseridas nesses contextos, têm requerido dos profissionais de recursos humanos e líderes novas perspectivas de atuação.
    Os profissionais de recursos humanos são os mobilizadores das lideranças para a gestão estratégica de uma organização, a partir do entendimento de que estamos em tempos em que a emoção (humano) e a lógica (tecnologia) caminham juntos. A inteligência artificial e os algoritmos estão à disposição  para facilitar a tomada de decisão, porém acompanhados do valor humano.

    Diante deste cenário, lançamos o livro Recursos humanos: transformando pela gestão, que se destina a todos que têm interesse em estudar, revisitar ou conhecer novos conteúdos, sistemas organizacionais e tendências globais em gestão de pessoas.

    Trata-se de um conjunto de artigos de vários especialistas, organizados pelas professoras Ana Paula Arbache e Denize Athayde Dutra, ambas da Fundação Getulio Vargas, que apresentam uma análise de contextos mundiais e do Brasil que ajudarão a compreender o momento atual do mundo corporativo e a visão de um futuro que insiste no aqui e agora, ressaltando a importância de compreender os novos modelos de gestão e de organizações, em que recursos humanos são a base dessa transformação.

    Confira a introdução da obra:

    Nas últimas três décadas, a gestão de recursos humanos evoluiu de departamento de pessoal e relações trabalhistas para uma função muito mais estratégica e abrangente: a de cuidar das pessoas para que essas possam cuidar das organizações.
    Por outro lado, se analisarmos o perfil dos profissionais que atuam na área, há um descompasso entre o discurso do RH estratégico e a realidade da maioria das organizações brasileiras. No Brasil, como em outros países, as organizações encontram-se em diferentes estágios de maturidade na função recursos humanos, graças a um conjunto de variáveis, tais como tamanho, estrutura, forma de capital, natureza do negócio, entre outras.
    O que trouxe o RH até o estágio atual, não será o mesmo que o levará à frente. Para dar conta dos novos desafios, as organizações carecem de profissionais mais preparados.
    A Fundação Getulio Vargas, por meio da FGV Management, lançou, em abril de 2014, um novo programa de Master Business Administration (MBA) voltado para formar executivos de recursos humanos como especialistas estratégicos, capazes de contribuir para o alcance dos resultados organizacionais, propondo políticas, diretrizes e práticas de gestão de recursos humanos alinhadas com os objetivos estratégicos da organização e que dignifiquem a relação do homem com o trabalho.
    Esta obra é o resultado da produção de parte do corpo docente do MBA de RH na busca de estabelecer as premissas conceituais básicas para cada disciplina que compõe o programa do curso, de modo que possa dar a outros profissionais, que não sejam alunos da FGV, um referencial teórico para a gestão de recursos humanos em suas organizações.
    O capítulo 1 apresenta a evolução da área de recursos humanos no Brasil e sua valorização como determinante para agregar valor ao negócio e ao propósito das organizações, bem como, contribuir para o desenvolvimento do país.
    O capítulo 2 traz conceitos para ajudar o profissional a entender o ambiente macroeconômico e seus impactos na tomada de decisão quanto às ações de recursos humanos na organização.
    O capítulo 3 permitirá que o profissional de RH entenda seu papel na governança de uma organização e como este entendimento e reflexões sobre a ética podem contribuir para o desenvolvimento sustentável de sua organização e do país, para garantir espaço na tomada de decisão e numa atuação mais propositiva da área.
    O capítulo 4 trata da questão da cultura organizacional e suas implicações no desempenho organizacional e nos modelos e práticas de gestão em um ambiente globalizado, de fusões, aquisições, joint ventures e surgimento de novos modelos organizacionais.
    O capítulo 5 aborda a gestão da mudança e do clima organizacional, onde temos cenário de alta volatilidade, de mudanças aceleradas, de elevado grau de obsolescência de produtos e serviços, de padrões de comportamentos diferentes com os quais ainda nem aprendemos a lidar.
    O capítulo 6 estimula o pensamento estratégico, fornecendo base conceitual e ferramentas para o RH desdobrar as estratégias da organização, por meio do próprio planejamento, alinhando todos os processos da função RH de forma sinérgica e holística, que contribua efetivamente para a melhoria da performance organizacional.
    No capítulo 7, o autor amplia o olhar do RH para as finanças corporativas, gerando condições para análise de demonstrativos e indicadores e criação de métricas próprias da função RH como forma de fortalecer seu posicionamento como gerador de resultado e não como simples gerador de custo.
    O capítulo 8 oferece ao especialista de RH uma importante metodologia para estruturar seus projetos e poder assegurar resultados nas ações de sua área. Outro aspecto do capítulo de gerenciamento de projetos é o RH ser suporte para os projetos estratégicos da organização, já que as estruturas organizacionais estão cada vez menos matriciais, adotando o modelo de gestão por projetos.
    O capítulo 9 revê os princípios do direito trabalhista que são a base de uma relação capital/trabalho justa e discute um conjunto de temas atuais, como assédio moral, diferentes tipos de contrato de trabalho, expatriação, inclusão de portadores de necessidades especiais, entre outros que estão presentes nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor.
    O capítulo 10 refere-se aos processos de atração, seleção e retenção de pessoas como fator estratégico de sucesso para a gestão dos recursos humanos num contexto em que influenciar positivamente a percepção de valor do empregado (EVP) é um dos desafios da área de RH.
    O capítulo 11 expõe um conjunto de conceitos sobre a importância da capacitação e da gestão do conhecimento e de novas metodologias de aprendizagem, especialmente aquela mediada por tecnologia, como uma solução para atender às demandas geradas pela revolução digital e de disseminação do conhecimento de forma mais rápida e econômica, considerando que hoje a atuação das organizações não tem mais fronteiras geográficas.
    O capítulo 12 foca a gestão do desempenho e do modelo de gestão por competência, já que as empresas estão buscando novos formatos para lidar com o desafio da melhoria de performance dos colaboradores, à medida que o país tem ainda um dos mais baixos níveis de produtividade do mundo.
    O capítulo 13 aborda um tema crucial que é a remuneração, benefícios e carreira dos colaboradores, já que esses aspectos impactam diretamente nos resultados e têm variáveis internas e externas à organização, dependendo inclusive do ambiente macroeconômico.
    O capítulo 14 promove reflexões sobre a saúde corporativa e sobre a importância estratégica desse tema para as organizações, visto que os gastos com a saúde são, hoje, a segunda maior despesa de RH, depois da folha de pagamento.
    O capítulo 15 analisa o comportamento humano como fundamento para entender as relações entre capital e trabalho, compreender os impactos do comportamento sobre cultura organizacional, bem como sua importância para o desenvolvimento da inteligência emocional.
    O capítulo 16 traz conceitos para transformar gestores em líderes, que muito além da autoridade legítima de sua função, consigam influenciar as pessoas para contribuir com a missão organizacional, procurando elevar o desempenho e o potencial individuais em prol de objetivos coletivos.
    O capítulo 17 estimula o desenvolvimento da competência de negociação, essencial para o sucesso de qualquer gestor, especialmente o profissional de RH, que lida com toda a complexidade dos seres humanos e seus diferentes interesses e pontos de vista. Ter propostas de trabalho e não conseguir negociar com os diversos stakeholders a implantação dos projetos não irá colocar o RH na posição em que a organização precisa dele.
    O último capítulo, chamado “Tópicos especiais: e produção de conhecimento...”, resume alguns trabalhos de conclusão de curso das primeiras turmas do MBA de RH da FGV, cujos alunos foram instigados a produzir conhecimento sobre temas relevantes para o posicionamento estratégico da função de recursos humanos e seus desafios.
    Existe vasta literatura sobre gestão de pessoas e liderança, mas a produção de conhecimento sobre as funções de recursos humanos ainda é lacunar no Brasil; por isso, este livro tem por objetivo contribuir com conceitos e reflexões, que coloquem a FGV como protagonista do pensamento e das práticas de RH estratégico e transformador das organizações frente aos desafios presentes e futuros.

     

    Lançamentos:

    Rio de Janeiro | 22 de maio, às 18h30 | Livraria FGV

    São Paulo | 4 de junho, às 18h30 | Livraria Martins Fontes Paulista (Av. Paulista, 509)

     

    Recursos humanos: transformando pela gestão

    Ana Paula Arbache, Denize Athayde Dutra

  • Postado por editora em em 18/04/2018 - 08:28

     

    Neste 23 de abril celebramos o que nos move.

    Somos livros!

    E você? É livro também?

    Compartilhamos esse estado de "ser livro" com alguns autores e autoras nossos e recebemos suas respostas.

    Confira o que eles disseram sobre suas relações com os livros.

    Deixe aqui também seus comentários...

     

    Qual é sua leitura atual? Consegue mencionar dois livros importantes? Qual é a importância da leitura na sua vida? 

     

    Marieta de Moraes Ferreira | Autora: A história como ofício: a constituição de um campo disciplinar; Rio de Janeiro: uma cidade na história; João Goulart - entre a memória e a história; Os desafios do ensino médio; entre outros.

    1| Qual é sua leitura atual?

    Estou lendo um livro que tenho muito orgulho de ter publicado pela Editora FGV, que é o Mulheres e poder: histórias, ideias e indicadores.

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Coronelismo, enxada e voto, de Victor Nunes Leal, muito importante para a minha profissão e um clássico da literatura que já reli algumas vezes, Os maias, de Eça de Queiros.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    A importância é absoluta. Sendo professora e editora, a leitura frequente se faz necessária, tanto para me atualizar sobre os novos temas tratados, quanto para rever assuntos importantes. Mas esse hábito não se restringe à profissão. Trata-se de uma necessidade pessoal também.

     

    Débora Thomé | Autora: Mulheres e poder: histórias, ideias e indicadores; O Bolsa Família e a social-democracia.

    1| Qual é sua leitura atual?

    Bem, estive lendo na semana passada Um Teto Todo Seu, um livro marco do feminismo, uma palestra da Virginia Wolf sobre como é importante a mulher ter uma renda, um teto todo seu, para ter liberdade de escrever sobre o que quiser.

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Sou uma leitora voraz desde os 7 anos de idade e consigo lembrar de livros que me marcaram ao longo de todo este processo, mas queria destacar os dois primeiros livros adultos que li: De amor e de Sombras, de Isabel Allende e 12 contos peregrinos, do Garcia Marquez.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    Sou uma adoradora da literatura latino-americana e acho curioso que por acaso tenha começado por ela.

    Além deles, citaria Italo Calvino, Vargas Llosa, Hector Abbad, Juan Pablo Villalobos, Chimamanda, Machado. Além de Tony Judt, Norberto Bobbio, Hannah Arendt. Minha lista é infinita.

     

    Luis Carlos Villalta | Autor: O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822)

    1| Qual é sua leitura atual?

    Acabei de ler o livro do Robert Rosenstone, A história nos filmes, os filmes na história. Tradução de Marcello Lino. Eu tinha lido textos deles em inglês, publicados em revista, mas não a edição brasileira do seu livro. 

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Dois livros muito importantes na minha vida: Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda, que eu reputo como o maior livro da nossa historiografia, e O Diabo e a Terra de Santa Cruz, de Laura de Mello e Souza, minha ex-orientadora de doutorado, outro clássico.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    Meu interesse pela leitura foi despertado em casa. Minha mãe sempre foi leitora de romances. Meu avô materno, um velho comunista admirador de Luiz Carlos Prestes, posição política de que desconfiava quando criança e de só foi ter certeza recentemente, funcionava como incentivador da leitura, sempre me dando revistas para ler. Como era comum na época, meu primeiro romance foi Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcellos, escritor menor. Mas logo em seguida, devorei vários romances de José Lins do Rego, a começar por Menino de Engenho. Jamais desconfiaria que meu amor pelo Nordeste começaria aí.

     

    Mariana Bruce | Autora: Estado e democracia nos tempos de Hugo Chávez (1998-2013)

    1| Qual é sua leitura atual?

    A potência plebeia, de Álvaro Garcia Libera

    Se me deixam falar (história de Domitila Barrios de Chungara)

    E Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

     2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

     Cem anos de solidão, Gabo

    1984, George Orwell

    A importância da leitura na sua vida

    3 | A importância da leitura na sua vida.

     É tudo para mim, fonte de inspiração e conhecimento.

     

    Alba Zaluar | Autora: Cidade de Deus: a história de Ailton Batata, o sobrevivente; Um século de favela; Integração perversa: pobreza e tráfico de drogas; entre outros.

    1| Qual é sua leitura atual?

    Estou lendo um autor que gosto muito, já falecido: Tony Judt no seu livro com os artigos que escreveu até 2010. Além dos artigos para o curso sobre guerra e paz que dou no Iesp.

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Livros, todos eles em defesa da paz:

    Os Buddenbrooks, de Thomas Mann

    Guerra e Paz de Leon Tolstoi

    Os Alemães de Norbert Elias

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    Sem a leitura, eu não seria eu. Não teria me desenvolvido como pessoa humana, não teria me entendido e respeitado o outro, não teria vivido as alegrias e tristezas que vivi e que fazem parte da vida, só que lidando melhor com elas.

     

    Wanderlei Guilherme dos Santos | Autor: A democracia impedida: o Brasil século XXI; Governabilidade e democracia natural

    1| Qual é sua leitura atual?

    Estou lendo sobre revolução tecnológica atual e seus efeitos sobre a democracia.

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    A Grande Transformação, de Karl Polanyi, e outros dois mil que não consigo lembrar os títulos, mas sem os quais não teria escrito uma página sequer ao longo de minha vida profissional.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    Uma questão de estilo de vida.

     

    Eduardo Garcia | Autor: Comunicação em prosa moderna

    1| Qual é sua leitura atual?

    Como minha leitura atual cito o livro Machado, de Silviano Santiago, que acabo de ler com muito prazer e proveito.

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Difícil é dizer quais os dois livros mais importante para mim, mas, se me restringir à literatura brasileira apenas para facilitar a seleção, cito a obra genial de Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas, e a grandiosidade de Vidas secas, de Graciliano Ramos.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    Quanto à importância da leitura para mim, só posso dizer que foi e tem sido por meio dela que logro conquistar alguma possível lucidez com relação ao que constitui a existência humana, aquele “claro enigma” a que se refere Carlos Drummond de Andrade.

     

    Eduardo Magrani | Autor: A internet das coisas

    1| Qual é sua leitura atual?

     Enclausurado de autoria de Ian McEwan

    2 | Consegue mencionar dois livros importantes?

    Matadouro 5 do Kurt Vonnegut e Ensaio sobre a Cegueira do Saramago.

    3 | A importância da leitura na sua vida.

    A leitura abre as portas da nossa percepção e coloca em palavras as asas da nossa imaginação. 

     

     

     
  • Postado por editora em em 08/03/2018 - 07:59

    Desde que as feministas precursoras dos séculos XVIII e XIX começaram a escrever seus reclames, muitos direitos avançaram. 

    A permanência do movimento feminista é sinal de um enorme vigor em todas as suas vertentes, porém a persistência e o fortalecimento recente das ações das mulheres mostram que ainda existe um sem número de direitos não contemplados, sendo o mais básico e fundamental o direito à igualdade. As  desigualdades que estruturam a sociedade brasileira de ontem e hoje, por meio do patriarcado, do racismo e do patrimonialismo, seguem como um grande desafio.

    Mulheres e poder: histórias, ideias e indicadores espelha o cuidado intelectual e político das autoras que nos convidam a mergulhar em um sem número de perguntas, reflexões e dados, em um país que carece de profundas transformações.

    Essas reflexões, entre tantas outras, farão parte do bate-papo com as autoras Hildete Pereira de Melo e Débora Thomé e a jornalista Cássia Almeida, no lançamento do livro, dia 19 de março, na Blooks Livraria.

     

    Confira a introdução da obra:

    Este livro nasceu em um curso de que participamos como coordenadora e professora. Enquanto preparávamos um imenso material que seria ensinado a 900 futuras candidatas a vereadora e prefeita, percebemos como havia diversas informações sobre as mulheres pouco sistematizadas e que eram de fundamental conhecimento para quem estava chegando ao tema ou nele se aprofundando.
    Entender onde se encontram as brechas de gênero que mantêm as mulheres longe das esferas de poder é um passo fundamental para começar a mudança. E, aqui nestas páginas, falaremos de poder não apenas político, mas na sua forma mais abrangente, seja nos direitos básicos, como a segurança, no acesso a salários equiparados no mercado de trabalho, ou mesmo o poder para uma mais equânime divisão do trabalho doméstico, o trabalho não pago, predominantemente executado pelas mulheres.
    A segunda década do século XXI recolocou o ativismo das mulheres, com força e garra, nas ruas, nas universidades, nas performances, na organização de coletivos. Isso ocorreu não apenas no Brasil, como também em muitos outros países. A cidadania feminina passou a ser vista como um ponto fundamental de garantia de uma democracia efetiva.
    Entre outros motivos, uma das razões para esse novo despertar se deu porque, apesar dos avanços na educação e no trabalho, nos estudos sobre as razões das discriminações de sexo, raça e identidades, persistem as evidências da desigualdade no mercado de trabalho e na família e a violência contra as mulheres. As mulheres fizeram a sua parte, entretanto não receberam em troca uma recompensa à altura de seus avanços.
    Novas gerações de mulheres, depois de 2010, ganharam as ruas, invadiram campus universitários e os espaços das mídias sociais para protestar contra as atitudes machistas, o assédio, os estupros, os assassinatos por familiares e parceiros, pela descriminalização do aborto, além de reivindicarem políticas públicas para as mulheres, com viés de gênero e direitos iguais.
    Há 20 anos, apesar do esforço das feministas para manter de pé pautas ainda prementes na sociedade brasileira, tais reivindicações encontravam pouco eco entre as mais novas. Se fosse há duas décadas, este livro ainda teria razão de existir, mas talvez ele não fosse encarado assim pela maioria das jovens. Os temas de interesse eram outros. Porém o que se viu nos últimos anos, com movimentos como o “Fora Cunha”, o #meuprimeiroassedio ou o #metoo, foi um fortalecimento das mulheres como sujeitas que requerem seus direitos, assim como se posicionam como agentes da mudança.
    Este livro, portanto, tenta reunir uma série de dados que levam ao estado da arte das discussões sobre mulheres e poder no Brasil e no mundo hoje. Ele traz informações de fontes bastante diferentes, olhares diversos, que passam não apenas por autoras feministas (mas também por elas). Nossa intenção – se é possível a nós, autoras, termos alguma – é apresentar a maior quantidade de dados contextualizados para que você, leitora, leitor, possa entrar neste debate de uma maneira mais informada. O conhecimento será sempre parte fundamental da transformação. Se quiser se aprofundar, as referências bibliográficas contêm livros e artigos canônicos e conjunturais para entender melhor os debates que aqui apresentamos.
    Para que se tenha ideia do que vem adiante, o primeiro capítulo começa com uma discussão sobre os diferentes conceitos do feminismo. Em um mundo tão variado, são também muitos os feminismos e os diversos entendimentos sobre o papel das mulheres na sua própria luta. Reconhecemos que muitas dessas visões foram forjadas dentro das academias norte-americana e europeia, o que limita uma leitura mais internacional e pós-colonial, mas elas são, até hoje, as mais consolidadas no campo feminista. Apresentamos também uma discussão breve sobre o conceito de gênero, que tanto vem causando ruído no cenário atual.
    A história das mulheres no mundo é contada a partir do segundo capítulo. Privadas dos espaços públicos, elas se viram confinadas em suas casas, responsáveis pelos cuidados de maridos, filhos, familiares. Ainda que pudessem ser bastante produtivas, eram mantidas escondidas atrás de cadeados, manicômios, prisões ou mesmo pseudônimos, já que muitas não podiam expressar de forma contundente suas ideias e opiniões. Esse papel alijado dos holofotes nada tem de novo na história do mundo, ao contrário, já na Grécia entendiam que a mulher, por não participar de exércitos ou guerras, não era dotada do espírito público, coletivo. A ela, a casa; a eles, a pólis. As revoluções – tais como a francesa ou a russa – vieram modificar um pouco essa realidade, com as mulheres participando ativamente dos levantes. Porém o grande salto se daria mesmo com a conquista do voto feminino, também abordado aqui.
    No terceiro capítulo, chegamos à história do Brasil para tratar das primeiras revolucionárias que atuaram no país. Foram elas negras que lutaram por sua liberdade na justiça ou na compra da própria alforria ou mulheres brancas que se organizaram nas ligas abolicionistas. Mulheres essas sobre as quais pouco conhecemos até hoje e que foram as primeiras a atuar de forma intensa para mudar a trajetória do país. Entre as ferramentas de que dispunham estavam ações contínuas na imprensa, fosse com artigos nos jornais mais populares, ou com revistas criadas exclusivamente para defender os direitos das mulheres. Mesmo com tanta atividade, a República, quando declarada, não deu o direito ao voto feminino e manteve masculina a história do poder no Brasil. Feministas lideradas por Bertha Lutz criaram, então, a Federação pelo Progresso Feminino (FBPF), mas o voto só foi garantido às mulheres durante o governo de Getúlio Vargas, em 1932. As histórias dessas mulheres até sua participação nas campanhas pela anistia no fim da ditadura militar são a parte final desse capítulo. Na época, mobilizaram-se trabalhadoras de fábricas e escritórios, negras, brancas, heterossexuais, lésbicas, acadêmicas, despidas das diferenças, entendendo seu papel de mulheres oprimidas e que desejavam autonomia na sua luta específica em relação aos partidos políticos, aos homens e ao Estado. Elas se fortaleceram em todos os estados brasileiros e foram de enorme presença na Constituinte de 1988.
    As mulheres, ainda que sejam a maioria em quase todos os países, são a minoria no mundo. Isso porque na China e na Índia, os dois países mais populosos, houve leis limitantes da natalidade que fizeram com que as famílias – por meios ilegais e grotescos – priorizassem o nascimento de meninos. Sabe-se que nascem geralmente mais meninos que meninas, mas, como os homens morrem mais cedo, as mulheres acabam sobrevivendo e sendo mais numerosas.
    Esse tema, entre outros do escopo da demografia, como taxa de fecundidade, casamento, migração e morte, é o assunto do quarto capítulo. Nele também contamos como no Brasil hoje, mesmo entre as mulheres de menor renda, a taxa de fecundidade é baixa, assim como ainda há muitas mortes maternas por causas evitáveis; entre elas, o aborto realizado em situação de risco. Também tratamos dos altos índices de gravidez na adolescência, o que prejudica principalmente as moças jovens (mais do que os rapazes) e a questão dos novos arranjos familiares.
    A educação e o trabalho são o foco dos capítulos 5 e 6. As mulheres, hoje com mais anos de estudos em média que os homens e com mais titulações anualmente de mestrado e doutorado, contiuam com uma enorme dificuldade de converter esse esforço em salários e postos melhores em suas carreiras. As ciências exatas permanecem um campo obscuro para as mulheres. De fato, aumentou a presença, mas não na intensidade que se possa esperar. Um exemplo curioso que reflete essa ausência: entre os quase 900 ganhadores do Prêmio Nobel no decorrer de sua história, apenas 48 eram mulheres. A ciência é branca e masculina.
    No capítulo do trabalho, tratamos tanto do trabalho pago quanto do não pago, o trabalho reprodutivo e do cuidado, porque, sim, ele também é de fundamental relevância e ocupa o tempo e a produção da maioria das mulheres durante toda a sua vida.
    Durante o século XX, aumentou muito a ida das mulheres como um todo* (*as mulheres negras já vinham no Brasil trabalhando compulsoriamente desde sua chegada da África ou nascimento aqui, escravizadas. Posteriormente, também seguiram no mercado de trabalho, uma vez que precisavam garantir o sustento de seus filhos e filhas.) para o mercado de trabalho remunerado, mas, ainda que tenha crescido de forma intensa, não foi proporcional às mudanças ocorridas no mundo da economia. A industrialização foi muito mais intensa que o aumento das mulheres absorvidas pelas esferas de produção remunerada. Com a virada da educação e a queda da taxa de fecundidade (entre outros motivos, ajudada pelo advento da pílula anticoncepcional), as brasileiras então, a partir dos anos 1970, passaram a ter incrementos mais substantivos na sua participação no mercado de trabalho.
    No entanto, não foi vencido um dos maiores desafios do nosso tempo, a articulação entre família e o mundo do trabalho fora de casa. Continuamos reféns da efetivação de políticas que eliminem as desigualdades e discriminações nos ambientes de trabalho. Nesse capítulo discute-se o que foram estes avanços e permanências.Reitera-se a luta centenária pela igualdade salarial, a denúncia da má qualidade da ocupação laboral das mulheres, que continuam em atividades precárias e informais. Conclui-se que o “bônus” da maior escolaridade ainda não se converteu em remunerações iguais: somos no século XXI mais educadas, mas continuamos mais pobres. Claro que os diplomas universitários possibilitaram acesso a carreiras antes vedadas a nós, a postos de chefia, mas ainda estamos longe da igualdade com os homens. Temos uma jornada de trabalho maior que a masculina quando se agregam os tempos de trabalho dedicados à produção dos bens e serviços mercantis e os afazeres domésticos, tarefas que por “amor” (ou seja, sem remuneração) prestamos à família. Na segunda década do novo milênio, sentimo-nos aptas a realizar todos os trabalhos que os homens fazem, mas eles resistem a assumir as tarefas domésticas.
    Na trajetória do livro, saímos do mundo do trabalho e seguimos rumo ao mundo da política. No Brasil, apesar de o direito das mulheres votarem e serem votadas ser um fato desde 1932, apenas 10% da representação é feminina, seja nas prefeituras ou no Legislativo nacional. O país é o pior entre os seus vizinhos latino-americanos e caribenhos neste quesito, atrás apenas do Haiti. É um dos piores também do mundo em representação feminina, isso apesar de ter caraterísticas que costumam ajudar as mulheres a alcançarem cargos eletivos, como o voto proporcional e as cotas de 30% para mulheres nas eleições para o Legislativo. A história das cotas, aliás, também é abordada no capítulo 7, afinal elas foram consideradas uma inovação, com enorme possibilidade de sucesso, mas, no decorrer do processo, foram absorvidas e diluídas por um sistema dominado por “caciques partidários”, que mantêm as mulheres bem longe do poder político. As pioneiras representantes do Brasil e as presidentas latino-americanas são mais um ponto desta história.
    Por fim, o último capítulo trata das políticas públicas e da legislação com atenção específica às mulheres, pontos fundamentais nos esforços para transformar a realidade. Falamos da criação dos conselhos dos direitos das mulheres (nacional, estaduais e municipais), um plano que se iniciou com o sonho da feminista Bertha Lutz no desempenho do seu curto mandato de deputada federal entre 1936 e 1937. Isso acabou modificando as políticas públicas com vistas à atenção às necessidades específicas das mulheres. As leis, tais como a Maria da Penha e o agravante de feminicídio, entraram duramente para tentar diminuir os índices de violência contra mulher no país, onde, diariamente, 11 mulheres são mortas por seus companheiros, ex-companheiros ou familiares. Outro tema do capítulo são os direitos sexuais e reprodutivos e a luta sem final feliz pelo direito ao aborto no Brasil.

    Esperamos que este passeio que você começa agora, por uma história suada, mas com boas notícias, seja bastante informativo e prazeroso. Além disso, que ele abra as portas para muitas outras perguntas e pesquisas que ainda têm de ser feitas no Brasil e no mundo para entender o papel das mulheres nas estruturas de poder.

     

    Mulheres e poder: histórias, ideias e indicadores

    Hildete Pereira de Melo e Débora Thomé

    Clique AQUI para acessar o site.

     

  • Postado por editora em em 26/02/2018 - 09:23

    "Em “A razão sem voto”, publicado neste livro, Luís Roberto Barroso nos convida para um estimulante diálogo sobre o papel constitucional do Judiciário, mais especificamente do Supremo Tribunal Federal. O faz de uma forma ao mesmo tempo provocadora e generosa. Provocadora, pois as ideias  colocadas em discussão se contrapõem a alguns dos cânones da teoria constitucional. Generosa porque se dispõe a debater de forma aberta e objetiva sua descrição das operações teóricas, políticas e morais que estruturam as decisões do Supremo Tribunal Federal nos dias de hoje. Mais do que  debater, Luís Roberto Barroso parece determinado a submetê-las a teste. Desde que começou a dar conhecimento público de seu mais recente texto, em diversos encontros e conferências, abriu-se a um debate franco com seus interlocutores, ainda que para ouvir críticas às suas proposições.

    Daí ter se demonstrado animado com o convite para submeter seu texto a um escrutínio estrito, para usar o jargão da Suprema Corte Norte-Americana, por parte de colegas de academia, alguns deles seus ex-alunos. Importa dizer que o critério para a convocação desses colegas foi a expectativa de que se engajariam num diálogo sincero, robusto e construtivo.

    Para que o leitor tenha uma clara compreensão da empreitada que redundou neste livro, algumas informações podem ser úteis. O projeto envolveu a cooperação de professores dos programas de pós-graduação em direito da Uerj, PUC-SP, PUC-RS, UFPR, FGV Direito Rio e FGV Direito SP. Todos 
    foram convidados a reagir ao texto “A razão sem voto: o Supremo Tribunal Federal e o governo da maioria”, produzindo um ensaio curto e que dialogasse diretamente com as ideias do autor. Esses ensaios foram previamente encaminhados a todos os participantes do projeto, que se reuniram em um seminário na FGV Direito SP, para uma intensa jornada de debates. Após a apresentação de cada um dos ensaios, em que deveriam ser destacados apenas os pontos essenciais do diálogo, a palavra era franqueada inicialmente a Luís Roberto Barroso e, posteriormente, a todos os membros do colóquio.
    Findo o encontro, a cada um dos participantes, inclusive Luís Roberto Barroso, foi dado um prazo para que pudessem enriquecer seus respectivos textos a partir das críticas e proposições debatidas ao longo do seminário."

     

    Confira a resenha publicada pela Revista Quatro Cinco Um na edição de março/2018.

     

    Ou acesse: http://revista451.com.br/conteudos/visualizar/O-STF-diante-do-espelho

     

    A razão e o voto: diálogos constitucionais com Luís Roberto Barroso

    Organizadores: Oscar Vilhena e Rubens Glezer

    Editora FGV | FGV Direito SP

    Impresso: 96,00

    Ebook: 68,00

     

    LANÇAMENTO EM 2 DE ABRIL

    Sessão de autógrafos com os organizadores Oscar Vilhena, Rubens Glezer e o Ministro Luís Roberto Barroso.

     

     

     

  • Postado por editora em em 29/01/2018 - 14:48

    Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro (1905-1935), coedição das Editoras FGV e FIOCRUZ, analisa a trajetória e a obra de Roquette-Pinto enquanto antropólogo físico, com o interesse de compreender como seus estudos acerca das características físicas e psicológicas da população brasileira foram articulados para pensar a construção de um “retrato realista” sobre a formação racial do Brasil.

    Roquette-Pinto há muito deixou de ser lembrado apenas como pioneiro do rádio no Brasil, e a importância e complexidade de sua atuação multifacetada têm despertado a atenção dos estudiosos há alguns anos, embora seja um personagem ainda pouco conhecido pela historiografia.

    Considerado por seus contemporâneos como um importante protagonista no debate sobre as ideias raciais, Roquette-Pinto foi o “mestre ilustre” dos estudos antropológicos no Brasil, sendo um dos autores que teria contribuído para a maneira de conceber a miscigenação racial em termos positivos do sociólogo e ensaísta Gilberto Freyre, por exemplo.

    Para o antropólogo, orientado por uma concepção fortemente cientificista e de cunho positivista, a realidade sobre a formação do Brasil só seria conhecida de fato quando a ciência levantasse os “dados objetivos”, conseguidos através do uso de tabelas, estatísticas e equações em suas pesquisas antropológicas, sobre as condições de vida e as características gerais da população de diferentes regiões do país, fosse ela composta por negros, mulatos ou brancos, pobres ou abastados, sertanejos ou litorâneos.

    De maneira geral, o projeto intelectual lançado por Roquette-Pinto acerca dos estudos antropológicos visava também denunciar as deficiências e a falta de rigor científico na descrição da “realidade”, ou mesmo em relação à ausência de comprometimento com os interesses nacionais.

    Essa conversão à ação política e a busca por esse “realismo científico” sobre o país estava ligada à percepção de que ainda sobrevivia entre os brasileiros uma fissura que dividia o chamado “Brasil real” do “Brasil legal”, o que impossibilitava, naquela época, uma descrição mais “objetiva” da realidade nacional e a formulação de projetos capazes de intervir nos problemas vividos pelos brasileiros.

    A análise das atividades do brasiliano Roquette-Pinto como antropólogo físico, suas relações intelectuais, sua atuação na arena pública, bem como seu diálogo com a antropologia alemã e a norte-americana, são as principais contribuições desta obra para o debate historiográfico e antropológico.

    Confira um trecho da introdução da obra:

     

    "Venho das últimas gerações da monarquia. Assisti aos cinco anos às primeiras festas da República.
    Penso que o país deve um grande serviço à minha geração: foi a primeira a descrer das “fabulosas
    riquezas” do Brasil, para começar a crer nas “decisivas possibilidades do trabalho”. Recebemos a
    noção de que um moço bem nascido e bem criado não devia precisar trabalhar... Ouvimos ainda o eco
    dos eitos. Diziam-nos que nosso céu tem mais estrelas que os outros... Minha geração começou a contar
    as estrelas. E foi ver se era verdade que nos nossos bosques havia mais vida. E começou a falar claro aos
    concidadãos. Com minha geração, o Brasil deixou de ser um tema de lirismo (Roquette-Pinto, 1939).

    A epígrafe, extraída de uma entrevista concedida por Roquette-Pinto no final da década de 1930, quando já era um antropólogo e intelectual amadurecido e prestigiado entre seus pares, pode ser lida como uma estratégia para distinguir e legitimar a atuação intelectual de sua geração. Contudo, ela também acaba sintetizando o modo como os homens de ciência de início do século XX encararam a necessidade de “descobrir” o Brasil em termos mais realistas. Não à toa, a construção de “retratos”, “instantâneos” e “imagens” sobre a realidade do país tornou-se, nessa época, bastante comum entre os brasileiros, especialmente em relação à sua história, à sua geografia, à sua economia, à sua política e ao seu povo. Para Roquette-Pinto, essa busca pelo Brasil implicava, antes de tudo, na elaboração de um retrato antropológico capaz de revelar, de forma empírica e objetiva, as características raciais da população brasileira. Essa tentativa de decifrar o enigma antropológico chamado Brasil se transformaria, inclusive, em seu principal estímulo intelectual nas primeiras décadas do século XX.
    Formado em medicina, com treinamento especializado no campo da antropologia física, o retrato do Brasil delineado por Roquette-Pinto se basearia profundamente nos métodos e concepções científicas oriundas das ciências naturais. Ao contrário de boa parte dos chamados “intérpretes” do Brasil, que de maneira geral elaboravam seus trabalhos em forma de ensaios impressionistas, ou mesmo por meio da literatura, Roquette-Pinto foi um cientista preocupado com o estudo empírico, com o trabalho etnográfico e a coleta de dados, chegando mesmo a lançar mão de experimentos realizados em laboratórios. Orientado por uma concepção fortemente cientificista, de cunho positivista, seus estudos se caracterizariam pelo uso exaustivo de tabelas, dados estatísticos, equações, medidas antropométricas e outras informações coletadas por meio de suas pesquisas antropológicas com populações de diferentes regiões do país. Para esse autor, a realidade sobre a formação do Brasil só seria conhecida de fato quando a ciência levantasse os “dados objetivos” sobre as condições de vida e as características gerais de sua população, fossem eles negros, mulatos ou brancos, pobres ou abastados, sertanejos ou litorâneos.
    De maneira geral, o projeto intelectual lançado por Roquette-Pinto acerca dos estudos antropológicos visava também denunciar as deficiências e a falta de rigor científico na descrição da “realidade”, ou mesmo em relação à ausência de comprometimento com os interesses nacionais (Roquette-Pinto, 1929).
    Essa conversão à ação política e a busca por esse “realismo científico” sobre o país estava ligado, pode-se dizer, à percepção de que ainda sobrevivia entre os brasileiros uma fissura que dividia o chamado “Brasil real” do “Brasil legal”, o que impossibilitava uma descrição mais “objetiva” da realidade nacional e a formulação de projetos capazes de intervir nos problemas vividos pelos brasileiros.
    Embora seja um personagem ainda pouco conhecido pela historiografia, Roquette-Pinto foi considerado por seus contemporâneos como um importante protagonista no debate sobre as ideias raciais. Para o sociólogo e ensaísta Gilberto Freyre, por exemplo, Roquette-Pinto foi o “mestre ilustre” dos estudos antropológicos no Brasil, sendo um dos autores que teria contribuído para a sua maneira de conceber a miscigenação racial em termos positivos (Freyre, 1946 [1933], 17-18). Sua notoriedade no campo da antropologia física era atribuída tanto ao seu interesse pelo conhecimento da etnografia indígena, da vida sertaneja e da classificação dos “tipos antropológicos” brasileiros quanto da miscigenação racial, da eugenia e da imigração. Posteriormente, seu nome tornou-se mais conhecido por sua atuação na área da comunicação, da divulgação científica e da educação, devido principalmente
    às suas realizações como fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, e à sua atuação como diretor do Instituto Nacional de Cinema Educativo, cargo que ocuparia entre 1936 e 1946. Contudo, durante as primeiras décadas do século XX, boa parte de sua produção intelectual e científica foi mesmo dedicada ao estudo da formação antropológica brasileira.
    Analisar a trajetória e a obra de Roquette-Pinto enquanto antropólogo físico é justamente o objetivo deste livro. (...) articulando a militância nacionalista de Roquette-Pinto, sua atuação pública e seu diálogo com o pensamento antropológico da época."

     

    Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro (1905-1935)

    Autor: Vanderlei Sebastião De Souza

  • Postado por editora em em 15/01/2018 - 14:28

    Em 2 de setembro de 2014 no Rio de Janeiro, e em 1º de outubro em São Paulo, a equipe de pesquisa do projeto Acervos Digitais do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Fundação Getulio Vargas realizou dois workshops com participação total de mais de 50 profissionais de instituições de memória envolvidos com projetos de digitalização, do Brasil e de outros países da América Latina. Foram criados instrumentos abertos de acompanhamento e sistematização – as notas foram tomadas em pads públicos, que podiam ser atualizados por qualquer pessoa, e a sistematização foi, após envio aos participantes, publicada em uma página do projeto Wikimedia, que pode ser acessada e modificada por qualquer pessoa. Sistematizando os pontos trazidos nos workshops, percebemos que as questões problemáticas em torno da digitalização de acervos no Brasil podem ser divididas em quatro eixos: (1) tecnologia/padrões/metadados; (2) direito; (3) políticas institucionais e (4) financiamento.

    A experiência tornou evidente o quanto pode ser frutífero o diálogo entre especialistas de diferentes frentes da mesma questão. Dessa experiência surgiu a ideia deste livro, organizado por Bruna Castanheira de Freitas e Mariana Giorgette Valente, que agrega os diferentes pontos de vista deste debate.

    Memórias digitais: o estado da digitalização de acervos no Brasil, obra da Editora FGV em parceria com a FGV Direito Rio é um esforço de oferecer um panorama geral de questões de interesse a quem esteja refletindo sobre acervos digitais ou embrenhando‑se em um projeto de digitalização. Discutem‑se questões de financiamento às atividades de digitalização, de direito autoral, desafios técnicos e, ao final, três experiências de digitalização, em duas instituições nacionais e uma instituição sueca, são relatadas.

     

    Confira as conclusões do primeiro capítulo ‘Financiamento de acervos no Brasil’:

    “No Brasil, ainda existe uma grande dependência de recursos públicos para a criação, manutenção e expansão dos acervos de bibliotecas, museus e demais equipamentos de preservação e promoção do patrimônio, seja pelas leis de incentivo fiscal, pela atuação de instituições como o BNDES ou por editais de apoio direto. Se por um lado os fins constitucionais e as metas do Plano Nacional de Cultura exigem, de fato, uma postura ativa do poder público no apoio, por outro, verifica‑se um momento político‑econômico de arrocho orçamentário das contas públicas.

    Nesse contexto, há uma necessidade de diversificar, quantitativa e qualitativamente, os instrumentos de financiamento de acervos existentes no país. Isso necessariamente deve passar pela reforma e restruturação dos modelos de gestão do patrimônio hoje existentes.

    Mesmo em museus mundialmente conhecidos, como o Louvre, em Paris, o Metropolitan, em Nova York, ou o Guggenheim, em Bilbao, esse desafio existe. Tais instituições buscaram diversificar suas receitas com a criação de lojas de souvenir e restaurantes, ou mesmo de aluguel e venda de parte do acervo.

    Conforme exposto, no caso brasileiro a grande dependência aos mecanismos de incentivo fiscal torna projetos de preservação e democratização de acervos pouco atraentes para a iniciativa privada, o que dificulta sua viabilização financeira. Instrumentos como editais públicos e privados voltados para a seleção de projetos, responsáveis por aporte direto de recursos, bem como linhas de apoio do BNDES, ajudam a corrigir essa ausência de incentivos.

    Ainda existem, no entanto, muitos desafios a serem enfrentados.

    Sendo a preservação de acervos uma ação contínua, editais pontuais abarcam apenas uma parte das necessidades relativa ao setor. As estruturas existentes voltadas a um apoio continuado de acervos são, muitas vezes, insuficientes, ficando a mercê de empresas privadas a decisão de aportar ou não recursos nesses projetos. E, portanto, de fundamental importância que se criem e ampliem mecanismos regulares de preservação e difusão de acervos, abarcando o projeto não apenas em sua fase inicial, mas que levem em consideração o aspecto prolongado das necessidades envolvendo esse setor.

    A promoção e a proteção do patrimônio cultural brasileiro, por meio dos acervos, são mais que uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade; e uma determinação constitucional, além de um elemento essencial e indispensável ao desenvolvimento cultural do país. Como política cultural, as coleções públicas existem para preservar o patrimônio artístico nacional e permitir a fruição cultural pela população. É imprescindível, portanto, que existam as condições necessárias para que elas estejam ao alcance de todos.”

     

    Memórias digitais: o estado da digitalização de acervos no Brasil

    Organizadoras: Bruna Castanheira de Freitas e Mariana Giorgette Valente

  • Postado por editora em em 05/01/2018 - 07:45

    A Teoria da Dependência: do nacional-desenvolvimentismo ao neoliberalismo, obra de Claudia Wasserman, conta a trajetória de quatro intelectuais que começaram suas vidas profissionais juntos e se tornaram amigos. Mas qual o interesse em estudar um grupo de amigos? O que os torna interessantes para a história do Brasil, da América Latina ou da região periférica como um todo? Esses intelectuais tiveram grande importância para a criação de um aparato teórico capaz de perscrutar a realidade latino-americana. O conjunto de reflexões resultantes desse empreendimento foi denominado Teoria da Dependência e serviu de base para pesquisas sobre toda a realidade periférica. As trajetórias de Ruy Mauro Marini, Vânia Bambirra, Theotônio dos Santos e André Gunder Frank revelam as desventuras de intelectuais que nos anos 1960 discutiram a urgência da Revolução Brasileira, foram perseguidos pela ditadura militar, foram exilados e, com a anistia, retornaram ao Brasil procurando as marcas do passado.

    Confira o prólogo do livro:

    Esta pesquisa aborda a trajetória de quatro intelectuais. Três brasileiros, Theotônio dos Santos, Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra, e um alemão, André Gunder Frank. O objetivo do estudo foi entender a aliança formada entre eles para além da constatação de que eram um grupo de amigos que se encontrou pela primeira vez na Universidade de Brasília (UnB) e que, em seu percurso de vida, trabalho e militância política, continuou se encontrando e se reconhecendo como companheiros.

    Um desses vínculos, para além da amizade, e talvez o mais forte deles, dizia respeito ao desejo de compreender e transformar a realidade brasileira a partir de suas habilidades como cientistas sociais.

    Eles eram jovens intelectuais marxistas atuantes quando sobreveio o golpe de 1964.

    No exílio, conheceram as universidades chilena e mexicana, trabalharam com outros cientistas sociais latino-americanos e formularam conceitos, ideias e interpretações que julgavam adequados para compreender a América Latina e a periferia do sistema capitalista.

    Ao conjunto de conceitos, ideias e interpretações formulados por eles e outros cientistas sociais deu-se o nome de teoria da dependência, cuja paternidade foi disputada por outros intelectuais nos anos 1970. Eles saíram do Brasil quando a discussão mais recorrente entre os intelectuais de esquerda era a revolução brasileira, sua urgência, caráter, agentes, condições concretas e subjetivas etc.

    Quando voltaram ao Brasil, depois da anistia, encontraram um país imerso em discussões sobre a democracia e seus condicionantes econômicos, tais como ajustes recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM), participaram desses debates e tiveram imensas dificuldades de reintegração nos ambientes acadêmicos e políticos.

    A pesquisa tracejou esse percurso, do Brasil nacionalista e revolucionário ao Brasil neoliberal e pré-democrático. Abordou, nesse percurso, o contexto intelectual brasileiro anterior ao golpe, os ambientes acadêmicos e políticos que as personagens desse estudo encontraram no México e no Chile e a conjuntura da redemocratização, contemplando as transformações ocorridas na universidade, nos partidos políticos e no ambiente dos intelectuais de esquerda.

    O capítulo 1 aborda o início desse percurso, desde a participação militante na Polop, o ingresso como professores na UnB, o golpe, o exílio, o ambiente acadêmico e político dos países do exílio e os diversos reveses que eles passaram entre o Chile e o México.

    Foi valorizado também o esforço dessas personagens em construir um arcabouço teórico que explicasse a dependência, o subdesenvolvimento e examinasse as possibilidades e alternativas aos povos da periferia. O capítulo 2 aborda aspectos da produção intelectual de Theotônio, Vânia, Ruy Mauro e Gunder Frank, com ênfase para os temas do capitalismo dependente, do socialismo e do latino-americanismo. A análise da enorme quantidade de livros e artigos escrita por esses quatro autores seria impossível neste espaço e nem era o objetivo deste estudo. Privilegiaram, nestes três aspectos mencionados, os elementos que deram origem e que fortaleceram os vínculos do grupo, bem como as críticas dirigidas às suas narrativas, que produziram as polêmicas do grupo com intelectuais do mainstream e também ajudaram na sua distinção.

    Finalmente, a pesquisa adentrou os anos 1980, quando Theotônio, Vânia e Ruy Mauro voltaram ao Brasil. No capítulo 3, o estudo apreciou especialmente a necessidade de acomodação dos exilados à nova realidade, o que chamamos de aggiornamento, que vem acompanhado da estranheza e das ilusões acalentadas durante os anos do exílio. Os memoriais acadêmicos produzidos pelas nossas personagens para retomar suas atividades nas universidades brasileiras foram as fontes preferenciais deste último capítulo. Mesmo reconhecendo a limitação dessa fonte, foi possível perceber os sentimentos envolvidos nessa tentativa de retomar a vida profissional, pessoal e como cidadão.

    Porém, vítimas da chamada “redemocratização sem sobressaltos” e da “higienização da intelectualidade” de esquerda nos anos 1980, os autores da teoria da dependência sofreram com o ostracismo as consequências de terem mantido uma posição política e teórica radical. No início do século XXI, seus projetos e diagnósticos começaram a ser reabilitados. Atualmente, a partir dessa recuperação, é possível, inclusive, compreender os seus equívocos e fazer a crítica da sua produção científica, que poderá ser retomada e servir de ponto de partida para novos projetos para o Brasil e para a América Latina.

     

    A teoria da dependência: do nacional-desenvolvimentismo ao neoliberalismo

  • Postado por editora em macroeconomia em 13/11/2017 - 11:34

    O livro Macroeconomia traz uma contribuição importante para a disciplina: apresenta os principais modelos de crescimento econômico, de flutuação econômica e de determinação do nível de preços.
    A obra expõe os seguintes modelos:

    • sem microfundamentos: Solow e keynesiano;
    • com microfundamentos: agente representativo e gerações superpostas; • novokeynesianos;
    • keynesianos e novokeynesianos da economia aberta;
    • crescimento econômico exógeno e endógeno;
    • de crescimento econômico da economia aberta: Solow e AK;
    • de sustentabilidade da dívida pública e da dívida externa;
    • da teoria fiscal do nível de preços;
    • de inflação crônica e de hiperinflação;
    • de política monetária ótima, inconsistência dinâmica e metas de inflação.

    Cada um é especificado com uma abordagem matemática idêntica: os sistemas dinâmicos de equações diferenciais. Estes sistemas permitem uma análise bastante simples do equilíbrio, da estabilidade e da dinâmica comparativa dos modelos. Três apêndices apresentam, de modo sucinto, a linguagem matemática usada no livro.
    Cada capítulo e apêndice contém ainda uma lista de exercícios.

    Confira o prefácio da obra feito pelo seu autor, o professor Fernando de Holanda Barbosa, professor titular da FGV/EPGE.

    "Ao escrever este livro de macroeconomia procurei evitar a idiossincrasia, deixando de lado temas que fossem apenas do meu interesse. O livro contém os principais modelos de crescimento econômico, de flutuação econômica e de determinação do nível de preços, que fazem parte do núcleo desta disciplina.
    A partir de meados da década de 1980, a agenda Lucas, que será analisada na Introdução, produziu uma nova safra de modelos que têm como principal característica o fato de serem micro fundamentados, leia-se baseados na teoria microeconômica. Os livros textos de macroeconomia para a pós-graduação abordam, praticamente, os modelos desta agenda.
    Por outro lado, os livros textos para a graduação apresentam, com raras exceções, os modelos keynesianos sem micro fundamentos.
    Este livro, de introdução a macroeconomia para cursos de pós-graduação, apresenta tanto os modelos com e sem micro fundamentos. Existem duas razões que justificam minha decisão. A primeira, didática. O modelo de Solow, por exemplo, de crescimento econômico, com sua simplicidade e elegância, é o primeiro degrau na aprendizagem dos modelos de crescimento econômico. Por outro lado, o modelo keynesiano, na sua vertente moderna, com as curvas IS, de Phillips e regra de Taylor, deve ser parte da formação acadêmica de quem deseja estudar os modelos novokeynesianos e analisar as diferenças e semelhanças entre os mesmos. A segunda razão que justifica minha opção é uma questão de metodologia científica. Um modelo, em última instância, deve ser avaliado pela sua capacidade de explicar os fatos, e não somente pelo seu rigor formal. A despeito do imenso progresso nos  últimos anos na formalização dos modelos da macroeconomia, a evidência empírica ainda não rejeitou os modelos sem micro fundamentos.
    Este livro diferencia-se de outros livros de macroeconomia pela ênfase dada aos modelos da macroeconomia aberta. A minha experiência ensinando macroeconomia nas últimas três décadas mostrou-me um vício muito comum entre alguns economistas brasileiros. Eles analisam a nossa economia como se ela fosse uma economia fechada. Eu atribuo este vício ao hábito de aplicarem, sem refletir, os modelos de economias fechadas, dos livros importados, que tratam, por exemplo, a economia americana como se fosse uma economia fechada. No caso americano, a aproximação ainda se justifica em virtude do seu tamanho. Todavia, esta hipótese, cada dia que passa, perde relevância em virtude do crescimento das economias do resto do mundo.
    O modelo do agente representativo, um carro chefe da macroeconomia moderna, quando aplicado a uma economia aberta produz resultados pouco críveis. O Capítulo 2, um capítulo aparentemente idiossincrático, mostra as diversas hipóteses sugeridas na literatura para permitir o uso do modelo do agente representativo na economia aberta. Estas hipóteses deixam a desejar, seja porque não têm micro fundamentos ou porque fere o senso comum.
    Os países latino-americanos têm uma vasta experiência em crises econômicas. Estas crises são manifestações de quatro patologias: i) dívida pública; ii) inflação crônica; iii) hiperinflação, e iv) dívida externa. Este livro tem um capítulo dedicado exclusivamente à restrição orçamentária do governo, o arcabouço teórico adequado para a análise das patologias da não sustentabilidade da dívida pública e da hiperinflação. A crise da dívida externa pode ser analisada com uma simples extensão do exercício da sustentabilidade da dívida pública, como se mostra na terceira seção do Capítulo 4. A sexta seção do Capítulo 7 trata do fenômeno da inflação crônica, que não requer um modelo especial para sua compreensão, mas simplesmente um modelo, como o keynesiano, com uma regra de política monetária, na qual o Banco Central emite moeda para financiar o déficit público.
    Este livro pode ser usado, como material básico, em quatro cursos de pós-graduação: i) Macroeconomia; ii) Macroeconomia Aberta; iii) Economia Monetária e iv) Crescimento Econômico. O curso de macroeconomia deve incluir os capítulos 1, 3, 6, 7 e 10. O curso de macroeconomia aberta abrange os capítulos 1, 2, 3, 8 e 9. O curso de economia monetária compreende os capítulos 1, 6, 7, 10 e 11. O curso de crescimento econômico engloba os capítulos 1, 3, 4 e 5. Cada curso, obviamente, deve ser acompanhado de uma lista de leitura com artigos recentes sobre os temas abordados. Este livro, também, pode ser usado num curso de graduação em economia, de tópicos em macroeconomia, para alunos que estejam no último ano de seu curso.
    "

     

    Macroeconomia

    Fernando de Holanda Barbosa

     

  • Postado por editora em em 19/10/2017 - 11:40

    Pelo quinto ano consecutivo estaremos na Primavera Literária do Rio com uma seleção especial dos nossos livros.

    Além de acontecer pela primeira vez na Casa França-Brasil, uma construção linda com quase 200 anos de história e localizada no Centro da cidade, a programação da edição deste ano está repleta de novidades.

    Uma delas, é a participação da antrópologa Alba Zaluar, autora do livro Cidade de Deus: a história de Ailton Batata, o sobrevivente, que publicamos este ano, numa mesa de debates que vai acontecer no sábado, dia 28/10, às 11h.

    A mesa O Rio que temos e o Rio que queremos contará as presenças de Orlando Zaccone e Adair Rocha, além da nossa autora, e a mediação de Lucas Alvares.

    Após a conversa, teremos a venda do livro e uma mesa de autógrafos com a antropóloga.

    Várias atividades e mesas de debates estão previstas e podem ser conferidas AQUI .

    Esperamos todos lá!!

     

    26 a 29 de outubro | das 10 às 20h

    Casa França-Brasil | Rua Visconde de Itaboraí, 78 - Centro - Rio de Janeiro

     

     

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